O HOSPÍCIO GEORG ROSENBERG DE JERUSALÉM: UM ESPAÇO HETEROTÓPICO

Autores

Palavras-chave:

Literatura e historicidade, Romance,

Resumo

Este trabalho tem como objetivo analisar como se dá o espaço heterotópico de Foucault no romance Jerusalém (2006), do escritor português Gonçalo M. Tavares. No texto Outros Espaços (2001), Foucault nomeia heterotopia os lugares que são arquitetados e que funcionam como espécie de contraposicionamentos em uma dada sociedade. Nesse sentido, o romance de Tavares, que apresenta o Holocausto da década de 1940 como pano de fundo, envolve Mylia e Ernst Spengler, personagens solitárias, angustiadas, doentes, plenas de dor e acocadas pela loucura, as quais vivem em Georg Rosenberg, um hospício de luxo que funciona como heterotopia de desvio, reunindo os indivíduos com comportamentos entendidos como desviantes em relação à norma. Ademais, busca-se discutir as justificativas e o funcionamento desse espaço, bem como as relações entre os “loucos” e os médicos da narrativa em questão, tendo como aporte teórico para essa discussão História da Loucura (1978). Palavras-chave: espaço heterotópico; hospício; Jerusalém.

Biografia do Autor

Gabriela Fujimori da Silva, Instituto Federal do Paraná - IFPR Universidade Estadual de Maringá - UEM

Doutoranda em Letras pela UEM (2020 - 2024). Docente no IFPR com atuação nas áreas de Língua Portuguesa e Inglês.

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Publicado

2023-12-29

Como Citar

da Silva, G. F. (2023). O HOSPÍCIO GEORG ROSENBERG DE JERUSALÉM: UM ESPAÇO HETEROTÓPICO. Revista Filosofia Capital - ISSN 1982-6613, 19(25), 76–86. Recuperado de https://filosofiacapital.org/index.php/filosofiacapital/article/view/484